segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Facebook, diversão e arte



Lá pelos idos da década de 80, os Titãs embalaram muita gente com os versos de protesto da música Comida. Passados mais de 20 anos, os versos fazem muito sentido com o movimento que acontece dentro do Facebook. Não, não. Ele não vai vender comida (ainda).
Me refiro ao fato da exigência do público que ele mesmo criou. A galera quer encontrar coisas legais e boas ideias para 'curtir' e 'compartilhar'.
Nesse embalo, tem uma galera investindo pesado no poder das redes sociais e criando Fan Pages muito legais. Um exemplo é a da galeria gaúcha Barbara Longhi.
A galeria existe, tem sede em Porto Alegre, um site e uma das melhores fan pages sobre arte que vi no Facebook. O nome da galeria, para quem acha familiar, é um tributo a uma das maiores pintoras da Renascença, Barbara Longhi.
Sua fan Page Galeria Barbara Longhi tem mais de 28 mil pessoas que a curtem. O grande diferencial é levar a arte propriamente dita pelo FB ao maior número de pessoas.
As atualizações são frequentes e trazem 'imagens' de pinturas de vários estilos e épocas com um ótimo resumo explicativo para situar o internauta.
Os internautas também não medem esforços para contribuir com o trabalho dos entusiasmados pela arte. Para quem diz que o Facebook Orkutizou, tá ficando popular ou que está perto do fim, #Ficaadica curtir e constatar que a gente não quer só Facebook, a gente quer Facebook, diversão e arte!!


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Todos através de uma imagem


A magia da fotografia nunca esteve tão presente nas redes sociais. Um celular na mão, Instagram ativado e foto compartilhada no seu perfil da rede social. Cada vez mais esse ato de ir além da barreira mnemônica se mostra um agente relacionador e agora mais do que nunca, nossa extensão dentro da rede.
Digamos assim que o Instagram é uma evolução das máquinas polaroids. Lembram delas, né?! Aquelas câmeras que revelavam as fotos instantaneamente.
A grosso modo, a tecnologia do Instagram se sustenta nisso: tirar uma foto e postar no seu perfil das redes sociais para que o maior número de pessoas vejam, curtam e comentem aquilo que você está fazendo. Claro que a semelhança com a polaroid não parou por aí e o negócio evoluiu e atualmente você edita, muda a cor, constraste e brilho no celular antes de postar.
Mesmo com todo esse upgrade no modo de se registrar um momento com uma fotografia, sua intenção é cada vez mais questionável.
Vamos ser francos. Quem nunca olhou as atualizações alheias e se deparou com alguma foto do Instagram e fez a pergunta: Por que publicar um foto dessas?
A medida que vamos incorporando esse ato instantâneo de estar em determinada situação, fotografar a cena e compartilhar na rede social, mostramos o quanto essa tecnologia virou uma 'parte' indissociável de nós.
Sim, aquela singela fotografia compartilhada só mostra o quanto o Instagram e as redes sociais vão além do conceito de Mcluhan de que os meios de comunicação são uma extensão do homem.
Digo que vão além justamente pelo fato de que a relação situação-Instagram-rede social tornou-se tão comum, mas tão comum mesmo que qualquer lugar e qualquer situação virou motivo para que todos seus amigos no Facebook e no Twitter vejam o você está fazendo. E mais: todos veem seu ponto de vista e localização sobre determinada situação. Estamos sendo engolidos, literalmente, pela nova tecnologia. Engolidos e condicionados a encontrar situações a qualquer custo para fotografar, postar e esperar as curtidas e os comentários.
Essa discussão lembra muito a análise de Mcluhan sobre o mito grego Narciso. O pobre (?!) Narciso construiu "um sistema fechado, e demonstrando que os homens se tornam fascinados por qualquer extensão de mesmos em qualquer material que não seja o deles (sic)".
Nessa mesma analogia é fácil perceber que nós hoje fomos modificados pelo ascendente Instagram. Querendo ou não o modo de fotografar, selecionar situações e se posicionar dentro delas foi modificado.
Anda faltando a velha magia de se fotografar...


** A imagem que ilustra o post é uma promessa para um futuro próximo da fotografia digital nas redes sociais. Uma máquina digital semelhante a polaroid com os recursos do Instragram.



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Meu filho, nem eu imaginava


Vocês se lembram daquela velha máxima que diz: "Muito cuidado ao falar. Isso pode ser usado contra você". Pois bem. Tudo começou em um debate entre candidatos à prefeitura de Maceió, na noite desta segunda-feira (01), e entre uma pergunta mais dura e uma resposta ácida, nasceu o novo meme que caiu no gosto dos maceioenses: "Olhe meu filho".
Creio que nem a candidata Nadja Baía, a autora da frase, imaginaria que pouquíssimo tempo depois de ela dizer a frase em resposta ao candidato Alexandre Fleming alguém teria a mirabolante ideia de criar uma página no Facebook e começar a replicar sua frase rede a fora.
Cada vez mais as páginas de humor na rede social ganham força com muito pouco tempo. É o caso da página no Facebook OlheMeuFilho. Menos de 12 horas de criada e mais de 500 curtidas. Os números impressionam e não param de subir. Contribuições também chegam a toda hora.
Se bem que essa não é a primeira vez que um debate político ganha tanta repercussão nas redes sociais. Em 2010, o debate entre candidatos ao governado do estado, também pela Tv Pajuçara, rendeu no twitter uma hastag no Trending Topics nacional e a caricatura do candidato Tony Cloves. Não se lembra dele? Aquele, que no twitter ganhou o apelido de Obama do Sertão.
A grande surpresa destas eleições no debate político ficou por conta da ascensão de Nadja Baía nas redes sociais em tão pouco tempo.
Mais uma vez, a internet mostra que está aí para dar sua contribuição aos eventos. É meu filho, corre lá e também mate a sua curiosidade!


***Imagem reprodução da página OlheMeuFilho no Facebook

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Um galo conectado no Facebook


Tem coisa melhor que trabalhar realmente com aquilo que se gosta? Por exemplo, unir a paixão pelo futebol  com a internet, gerar produtos e montar uma empresa. Aí você pode perguntar: Isso daria certo mesmo? Eu lhe respondo que sim e mostro um ótimo exemplo disso. A torcida organizada do CRB, a Galoface.
Conversei um pouco com o diretor de comunicação do grupo, o Robertson Costa. Ele me contou que a ideia de criar uma torcida organizada do CRB pelo Facebook aconteceu há mais ou menos um ano atrás. Ele, o presidente da torcida, Luciano Mota, e mais algumas pessoas começaram a arquitetar a ideia pela própria rede social.
Até hoje muitas reuniões ainda rolam via skype ou pelo chat do Facebook e dão certo. Tanto é que a Galoface hoje possui dois perfis. Um atingiu o limite máximo de amigos, tem mais de cinco mil pessoas, e o outro caminha para os três mil. Para reforçar ainda mais a paixão pelo Galo da Pajuçara, criaram uma fan page, que hoje conta com mais de duas mil curtidas.
A exemplo de outros cases de sucesso, o pessoal da Galoface ampliou os horizontes e agora aposta em sair do mundo virtual e vir para o 'real'. Eles já deram alguns passos. Um deles foi criar a empresa Galoface, com CNPJ para poder conceder alguns benefícios aos sócios dessa ideia.
Além das camisetas personalizadas com a logo da torcida à venda pela internet, o grupo agora quer investir em outros produtos, além de cadastrar os sócios e cobrar uma mensalidade para tocar o negócio.
Bom, para quem é regatiano, #FicaaDica de ir no Facebook curtir a página deles. E para os que gostam de estudar um pouco mais dos fenômenos das redes sociais, é legal conferir o poder de viralização dessa rapaziada.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Zuleide viralizando o Facebook em nome do Senhor


A internet é um universo a parte que a cada dia que passa mostra como é poderosa. Seu poder de viralização é impressionante. Nos últimos meses as redes sociais foram invadidas de perfis que abusam do bom humor para tirar uma onda e ganhar milhares de fãs. Foi assim com a galera que criou as páginas satirizando os hipsters, o pessoal aqui de Maceió que criou o Maceió Ordinário, o jovem que teve a grande sacada de trazer de volta a marca de palitos Gina com piadas, e tantos outros.
Uma dessas me chamou a atenção pelo seu foco, abordagem e alcance. Estou falando da (o) criador (a) da famosa Irmã Zuleide. Sim, aquela irmã evangélica lá do Rio Grande do Norte que divide seu tempo vendendo produtos naturais da Jequiti, orando e postando sua visão do mundo das crenças no Facebook.
Para quem nunca teve a curiosidade de ir até a fan page da Irmã Zuleide e conferir seu conteúdo, #ficaadica.
O conteúdo é vasto e muito criativo. Sempre relacionado ao universo da igreja evangélica que nossa ilustríssima irmã frequenta, as piadas caíram no gosto da galera e até eu me surpreendi com os números que ela alcança. Bom, hoje é dia 6 de setembro exatamente 14h 59. Ela tem nada mais nada menos que 1.656.957 pessoas que curtiram sua página. Cara, é gente que pouca empresa e celebridade tem.
Seu poder de alcance é enorme. É só dar uma olhada no número de curtidas e compartilhamentos de cada postagem.
Como se não bastasse todo esse estardalhaço celestial, a Irmã Zuleide virou uma marca e agora tá viajando Brasil afora fazendo show. Sim, shows. Hoje ela vai se apresentar em uma boate aqui da capital alagoana numa festa temática que promete.
Obra do satanás ou não, (#QueimaJeová), o fato é que a Irmã é um exemplo de viral a ser estudado. Pode apostar que sim.
Fica aí também minha sugestão a quem organiza encontros de social media em Maceió. A Irmã Zuleide é um ótimo exemplo de case para ser apresentado. Quem sabe uma palestra, hein galera?!

domingo, 19 de agosto de 2012

Eu perigueto. Tu, periguete

Poderia até ser enquadrado em uma classe verbal, tamanha é sua aplicação,  ou quem sabe um novo adjetivo no dicionário. Começou com um estilo musical, depois influenciou na roupa e agora está transformando as formas de tratamento e perfurando as barreiras entre as classes sociais.
Estou me referindo às piriguetes. Sim, aquelas moças que geralmente são caracterizadas por se vestirem com roupas curtas, modelos extravagantes e que gostam de sensualizar por aí.
O fato é que piriguete sempre existiu e existirá por todo o sempre. Sem querer criar mais um estereótipo, repare que as piriguetes, empreguetes, peruas, socialites e afins tem uma coisa que as aproxima: a afirmação como mulher.
Sim, são muito femininas e engana-se quem acha que piriguete é sinônimo de suburbana. Pelo contrário.
Vale frisar que não estou dizendo que isso é uma condição geral, apenas fiz um paralelo entre algumas, moças de cada classe. O que também não quer dizer que um moça que pertença a uma classe social, digamos... mais favorecida, não possa ou não queira ser piriguete.
Sem preconceitos, digo que 'periguetar' é bom. É um exercício de auto-estima. Não quer dizer que o lance só vai funcionar caso haja a mudança de estilo (musical, vestimenta, comportamental), mas sim o de se reconhecer como uma pessoa que pode exercer poder de atração e se sentir valorizada. Tá aí a grande sacada das piriguetes: se auto afirmar, coisa que pouca gente consegue.
Pois bem. Se o desafio é se auto afirmar, tomemos como exemplo as piriguetes. Deixemos medos de lado, confrontemos aquilo que nos desafia e afirmem-se como o que querem ser. Seja piriguete ou não.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A tecnologia que sobe ao pódio

Passados os quinze dias das Olimpíadas, a descrença do governo no potencial do atleta brasileiro, as inacreditáveis medalhas perdidas, a imagem que vai ficar gravada dessa edição londrina dos jogos  é a da tecnologia subindo ao pódio.
Sim, equipes inteiras se revezavam para tirar a foto do colega recebendo a medalha, de algum momento marcante do jogo, das cerimônias de abertura e encerramento.
E eles estavam lá: Ipads, Iphones, smartphones, câmeras digitais registrando e disputando espaço com as medalhas e atletas.
Quem não reparou nas meninas do vôlei brasileiro fazendo festa ao subir no pódio e pose para as fotos dos celulares espertos?
Mas a tecnologia também mostrou que usá-la num momento errado traz consequências desastrosas.
Teve atleta expulsa por tuitar mensagem racista, proibição do Comitê Olímpico da plateia tuitar durante provas ao ar livre.....
Sem falar nos colegas da imprensa que tentaram sair na frente pré-formatando os textos dos jogos e se dando bem mal. O pior deles, na minha opinião foi a matéria de um site que publicou matéria sobre a vitória brasileira no vôlei masculino em cima da Rússia, consagrando-se tri-campeão olímpico. Oi?
Polêmicas à parte, o fato é que Londres fez sua festa, muito bonita por sinal, e passou a bola para o Brasil. 2016 o caldo ferve por aqui!
*A foto que ilustra o post é do UOL.