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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A tecnologia que sobe ao pódio

Passados os quinze dias das Olimpíadas, a descrença do governo no potencial do atleta brasileiro, as inacreditáveis medalhas perdidas, a imagem que vai ficar gravada dessa edição londrina dos jogos  é a da tecnologia subindo ao pódio.
Sim, equipes inteiras se revezavam para tirar a foto do colega recebendo a medalha, de algum momento marcante do jogo, das cerimônias de abertura e encerramento.
E eles estavam lá: Ipads, Iphones, smartphones, câmeras digitais registrando e disputando espaço com as medalhas e atletas.
Quem não reparou nas meninas do vôlei brasileiro fazendo festa ao subir no pódio e pose para as fotos dos celulares espertos?
Mas a tecnologia também mostrou que usá-la num momento errado traz consequências desastrosas.
Teve atleta expulsa por tuitar mensagem racista, proibição do Comitê Olímpico da plateia tuitar durante provas ao ar livre.....
Sem falar nos colegas da imprensa que tentaram sair na frente pré-formatando os textos dos jogos e se dando bem mal. O pior deles, na minha opinião foi a matéria de um site que publicou matéria sobre a vitória brasileira no vôlei masculino em cima da Rússia, consagrando-se tri-campeão olímpico. Oi?
Polêmicas à parte, o fato é que Londres fez sua festa, muito bonita por sinal, e passou a bola para o Brasil. 2016 o caldo ferve por aqui!
*A foto que ilustra o post é do UOL.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Alô? Tem um orelhão aí?

Ligação DDD é sinônimo de uma coisa: matar saudades de quem está longe. Seja um primo, tio, irmão, os pais  ou aquele amigo especial, uma ligação telefônica encurta as barreiras que separam. Até o final deste ano, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) determinou que ligações feitas a distância de um orelhão em todo o Brasil serão gratuitas. Até aí tudo bem. Mas eis a pergunta que me fiz assim que li a notícia: onde encontrar um telefone público em funcionamento em Maceió?
Olhando direitinho pelas ruas da capital  a maioria possui algum defeito. No Centro e na orla até aqueles 'customizados' já foram arrancados ha algum tempo. Os únicos lugares que ainda (ainda) existem orelhões num estado razoável de funcionamento são os dos shoppings e olhe lá.
Fora o problema de se encontrar um telefone, ainda existe o  fato do coitado ter caído em desuso depois do boom da telefonia móvel.
Na última década a evolução dos telefones celulares foi empurrando pro lado os orelhões, que já a algum tempo sofriam com a degradação de muitos engraçadinhos que os usavam. Era telefone cuspido, com chiclete grudado, com cabo arrancado e outras mazelas.
O número de telefones celulares se multiplica a cada dia. As operadoras lançam promoções para chamadas a longa distância que fazem a cabeça dos consumidores e vão deixando só nas lembranças a utilidade dos orelhões.
Como vintage que sou, quando criança adorava depositar as fichinhas e ficar lá esperando minha mãe acabar de telefonar e ouvir o barulhinho da ficha caindo.  Hoje caçaria um telefone só para ter o gosto de ficar 'pendurada' enrolando o cabo no dedo e conversando por horas a fio.
É torcer para que esse projeto de revitalização da telefonia pública apresentado pelas empresas de telefonia dê pé. Mas que dê mais certo ainda a conscientização da população para preservar o patrimônio público, um direito de todos, afinal de contas fazer um DDDe matar saudades, ainda mais de graça, é o que há!

domingo, 11 de setembro de 2011

Os vintages de ontem, hoje e amanhã


Elas foram sucesso e algumas delas chegaram a ocupar o posto mais alto em se tratando de preferências. O tempo, que acabou sendo o maior inimigo, trouxe as inovações, que tomaram seus lugares. Mas será que elas voltam?
Bom, deixando o mistério de lado, me refiro às redes sociais que acabam substituídas por outras. Na última semana, a notícia foi a superação do Orkut pelo Facebook aqui no Brasil. Os números que ainda não foram confirmados, revelam o que já era esperado: o Orkut seria 'esquecido' e a rede de Zuckerberg tomaria o gosto nacional.
Tomando como ponto de apoio uma pesquisa divulgada um tempo atrás pelo Ibope Nielsen e que foi post aqui no Além das Palavras sobre as redes sociais, posso dizer elas tomaram um espaço importante na vida dos internautas. Numa era onde tudo é aliado à informação, ganha quem puder ir mais longe, e o Facebook conseguiu fazer do Orkut um espaço de compartilhamento de fotos, propagandas e pouca informação, com foco direcionado ao entretenimento, não agregado à informação.
Uma pesquisa que realizei pelo Facebook me confirmou isso: os internautas ainda tem Orkut, Myspace, IMs e tantas outras, para manter contato com quem resiste em não aderir à 'onda' das novidades ou em alguns casos só por ter.
Mas como fuçar nas velharias é trazer à tona conteúdo com uma nova proposta, a esperança pode estar nessas redes retornarem pelas mãos dos hipsters e se tornarem vintages. Bom, quem são eles?
Os hipsters nada mais são aqueles que lançam moda, tendências, não sei se é muita ousadia também chamá-los de vanguardistas.
Bom, como a moda é sim cíclica e o que já esteve em alta pode voltar, quem sabe essa galera não as recuperam lá na frente. A imagem que usei para ilustrar o post é a perfeita descrição do que é ser vintage. Feita como um anúncio antigo, ela traz os nichos sociais que atualmente movimentam a rede, prevendo o tal movimento de virar ultrapassado. Em se tratando de conteúdos que são tão inovadores e ultrapassados em tão pouco tempo, nada impede também que o Twitter, Facebook, You Tube, Skype, Linkedin e etc também sejam substituídos, o que é até natural. Os conceitos estão sendo discutidos pelos blogs e sites especializados.  Agora é esperar e ver se a 'moda pega'!
*Imagem do Google

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Para quê serve mesmo um celular?


Comprar um celular atualmente para a maioria é procurar pelas marcas e modelos que tenham o maior número de funções em um único aparelho. Pensando em trazer maior comodidade para uma sociedade cada vez mais conectada, as empresas pensam em aparelhos modernos com tecnologia de ponta. Os consumidores ávidos buscam em um smartphone, Iphone, Galaxi ter a possibilidade de tirar fotos, enviar emails, acessar a internet, redes sociais, baixar arquivos, ouvir música e também falar ao telefone.
Pois bem, esta semana os engenheiros da Nokia lançaram seu novo modelo talvez (Eu penso) se baseando na questão título desse post: Para quê serve um celular? Você que lê deve estar pensando que os novos celulares terão mais algum dispositivo, mas indo contra a maré e os concorrentes, o trunfo é ser básico. Isso mesmo, os novos modelos são feitos para falar!
De acordo com o site Olhar Digital, os aparelho Nokia 100 e 101 tem como função principal a fala! Digamos assim que é um Nokia 1100, o famoso lanterninha melhorado, com MP3 e capacidade para Dual Chip.
Dessa vez, a aposta é ser simples mas sem deixar de ser High Tech.
Video do Nokia 100
Vídeo do Nokia 101

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Redes sociais: Paixão nacional Vs. Desigualdade social


Antes as únicas paixões dos brasileiros eram futebol, samba, mulher e carnaval. A essa lista agora podemos incluir as redes sociais.
O Instituto Ibope Nielsen divulgou esta semana um estudo que traça um raio-x do perfil brasileiro nas redes sociais. O estudo mostra as preferências, comportamento e outros aspectos do brasileiro nas redes.
O que mais chama a atenção no estudo é os agrupamentos como são classificados os internautas e as redes de preferência de acordo com o seu poder aquisitivo. Pois bem, como toda pesquisa quantitativa, as classes AB e os emergentes C competem por igual espaço na web. Ou seja, quase todos os brasileiros acessam as redes sociais. A diferença começa agora quanto ao conteúdo e público alvo de cada delas.
O orkut se consolidou como  a mais popular e serviu como porta de entrada para as demais. Já Twitter e Facebook brigam pela vice liderança.
O que chama a atenção é que mesmo com os altos números de adesão, o orkut é o que abriga a parte da população menos instruída, em contrapartida, as outras duas lideram entre a classe 'intelectualizada' (AB). Nelas os grupos se subdividem em produtores de conteúdo, seguidores e os que participam e fazem barulho (Buzz).
A minha maior dúvida começou quando parei para analisar estas informações que mostram de forma turva a dura realidade do país. Mesmo estando mais conectado,  a pesquisa mostra que as diferenças sociais e culturais agora invadem também as redes sociais de um modo geral.
Orkut tem como característica os relacionamentos, e geralmente é usado para trocar e comentar fotos, recados, menos informação.
Já as outras redes, tem como principal característica a troca de notícias, o local onde os internautas buscam  informações antes de consultar os sites de notícia. Essa diferença acaba gerando na rede uma desigualdade em vários âmbitos, começando pelo da informação, até chegar ao educacional.
Outro ponto interessante é que as redes sociais Twitter, Facebook, Sonico, tem um maior número de adeptos maiores de 21 anos, ou seja não é coisa de adolescente, como pensado no início da propagação da www.
Do mesmo modo como as redes fazem parte da vida de todos, nela os mesmos usuários que procuram por informação, também produzem conteúdo e são formadores de opnião.
O que acho importante e que ressalto aqui é como nós comunicadores podemos contribuir para que a tão famosa democracia digital seja usada plenamente.
É preocupante ver que as facilidades de acesso à internet, sejam atráves de lan houses, ou pela compra de um computador parcelado, contribuem para o aumento das desigualdades, agora na internet.
Convido vocês a refletirem sobre isso. O que podemos fazer para que da mesma forma que a maioria tenha acesso às redes e à internet, eles tenham na mesma intensidade o acesso à informação, além de contribuir para que as redes sociais não acabem virando um mero massificador.
Segue o link do blog Midias Sociais com o estudo. Vale a pena conferir

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Deixando os tênis de lado e mostrando a realidade

Pense em uma marca de tênis que você usa e que em suas campanhas publicitárias sempre os melhores atletas do mundo são garoto propaganda. Agora pense em um lugar onde meninas pobres de 12 anos perdem sua infância, abandonam os estudos, engravidam precocemente, não tem perspectiva de vida e são obrigadas a vender o corpo e, na pior das hipóteses, ainda contraem um HIV.
Se você pensou na Nike como a marca de tênis e acabou ficando em dúvida se me referi a algum lugar de Alagoas ou outra parte do mundo, você também estava certo. Mas o que as duas coisas tem a ver? Me fiz a pergunta antes de ver o vídeo feito pela equipe de marketing da Nike sobre garotas e mulheres nestas condições. O vídeo foi exibido no encontro anual de Clinton Global Initiative (CGI) que mostrava o que poderia acontecer a uma menina de 12 anos vivendo na pobreza e que não tivesse acesso ao estudo e à saúde. O resultado é um daqueles vídeos que deixam todo mundo pensativo e boquiaberto em pensar de onde viria a iniciativa.
Uma empresa que tem como foco e marca campanhas arrojadas com os melhores do mundo para vender seus produtos. O resultado foi positivo e ultrapassou 1 milhão de acessos no You Tube. A iniciativa é importante e surpreendente, já que a algumas semanas a Nike lançou a nova campanha com Cristiano Ronaldo e as novas chuteiras (e peça publicitária) que despensam comentários.
Por mais que os números divulgados pelo IBGE sejam otimistas em relação à queda no número de mulheres grávidas antes do tempo, alta no poder feminino nas empresas, etc, etc e etc, a situação ainda é comum e preocupante aqui no nosso estado, no nordeste, na América do Sul, na África e em tantos outros lugares.
Vejam, reflitam e mobilizem-se para mostrar à nossa sociedade que está embrutecida como cuidar do futuro é importante.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma resposta ao racismo contra os Nordestinos: Dia do Nordeste no Facebook


O fervor das eleições mal acabaram e uma onda de preconceito decorrente da vitória de Dilma invade as redes sociais. Tudo começou com o infeliz comentário no Twitter de uma estudante  atribuindo a vitória de Dilma aos nordestinos.
Dando uma vasculhada na rede achei seu perfil e, em um não em vários tweetes, a estudante  dispara várias atribuições aos nordestinos, como por exemplo o atraso do país, mensagens de racismo e etc. Acho que todo mundo tem direito de divulgar suas ideias acerca de um fato, da vida, etc. Mas enfim, as ideologias nem sempre condizem com a realidade.
Particularmente fiquei assustada com a forma que eram tratadas as pessoas do nordeste. Mesmo não sendo filha da terra, nasci em São Paulo, repudio o ato insano.
Como as redes sociais tem força, o fato repercutiu, virou notícia, foi parar no discurso de Dilma até chegar ao Ministério Público, que decidiu apreciar a denúncia de racismo na internet feita pela OAB-PE.
Bom, mas o post de hoje é para falar do lado bom dessa terrível história. Em outra rede social, o Facebook, um perfil foi criado com o intuito de estabelecer o Dia do Nordestino. A data simbólica terá início às 0h do sábado, dia 06 e segue até as 0h do domingo, 07. Ao entrar na página, você encontrará um espaço onde poderá confirmar presença ou não no ato, que é destinado a enviar mensagens positivas relacionadas ao Nordeste. Até as 23h do dia 04, 2.157 pessoas confirmaram presença no dia.
Fica a dica para o fim de semana: Curtir o evento, compartilhar a ideia e participar com mensagens positivas ao Nordeste, uma parte tão bonita do Brasil e que abriga tanta gente inteligente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dilma Adventure, uma disputa pela presidência

Este post vai fugir um pouco à temática proposta pelo Além das Palavras, mas tem relação com tecnologia. A última semana foi decisiva na corrida presidencial. No domingo, 17, Dilma (PT) e Serra (PSDB) esperavam o resultado da convenção do PV para saber qual seria o destino de Marina Silva no segundo turno. Corajosamente Marina se posicionou 'nula' no segundo round, deixando a cargo de seus correligionários escolher qual dos caminhos seguir.


Pois bem, a tecnologia foi um dos pontos altos dessa eleição. As redes sociais funcionaram como uma tribuna e os jovens internautas acabaram por eleger seus preferidos, como no caso do Twitter.
Digamos que esta eleição - e as próximas- terão a interatividade como aliadas.
Depois da notícia que Marina não iria apoiar nenhum dos candidatos, mais uma vez a tecnologia se faz presente pra tentar cativar os jovens que fariam a diferença nas urnas.
Durante a tarde de hoje, fiquei surpresa com a jogada de um grupo de criadores de jogos para 'ajudar' Dilma a chegar na presidência.
Desde esta terça-feira um game, sim um game, (Dilma Adventure), mostra como você pode jogar e ajudar a candidata a chegar primeiro no palácio do Planalto.
O jogo lembra Mario Bross e Dilma aparece de terninho e sapatos vermelhos. Seu bonequinho tenta fugir dos obstáculos e dos tucanos pra chegar à presidência.
Testei. O jogo é bem engraçado e seu grande desafio é chegar ao final.
Bom, acho que a ideia foi incentivada pela decisão de Marina de não se posicionar em nenhum dos lados e da tentativa de melhorar a imagem de Dilma a respeito de alguns temas.
O mais interessante é a relação que fizeram entre política e games. Concluo que na política realmente vale tudo. Incentivo vocês a jogarem o game, nem que seja por curiosidade e ver onde anda nossa política.