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domingo, 19 de agosto de 2012

Eu perigueto. Tu, periguete

Poderia até ser enquadrado em uma classe verbal, tamanha é sua aplicação,  ou quem sabe um novo adjetivo no dicionário. Começou com um estilo musical, depois influenciou na roupa e agora está transformando as formas de tratamento e perfurando as barreiras entre as classes sociais.
Estou me referindo às piriguetes. Sim, aquelas moças que geralmente são caracterizadas por se vestirem com roupas curtas, modelos extravagantes e que gostam de sensualizar por aí.
O fato é que piriguete sempre existiu e existirá por todo o sempre. Sem querer criar mais um estereótipo, repare que as piriguetes, empreguetes, peruas, socialites e afins tem uma coisa que as aproxima: a afirmação como mulher.
Sim, são muito femininas e engana-se quem acha que piriguete é sinônimo de suburbana. Pelo contrário.
Vale frisar que não estou dizendo que isso é uma condição geral, apenas fiz um paralelo entre algumas, moças de cada classe. O que também não quer dizer que um moça que pertença a uma classe social, digamos... mais favorecida, não possa ou não queira ser piriguete.
Sem preconceitos, digo que 'periguetar' é bom. É um exercício de auto-estima. Não quer dizer que o lance só vai funcionar caso haja a mudança de estilo (musical, vestimenta, comportamental), mas sim o de se reconhecer como uma pessoa que pode exercer poder de atração e se sentir valorizada. Tá aí a grande sacada das piriguetes: se auto afirmar, coisa que pouca gente consegue.
Pois bem. Se o desafio é se auto afirmar, tomemos como exemplo as piriguetes. Deixemos medos de lado, confrontemos aquilo que nos desafia e afirmem-se como o que querem ser. Seja piriguete ou não.