segunda-feira, 22 de agosto de 2011
22 de agosto. O que se comemora?
Dia 22 de agosto. Uma data que poucos sabem ao certo o que se comemora. Poderia ser menos esquecido se estivesse marcado de vermelho no calendário, sinalizando um feriado nacional. Mas como um dia já ouvi, dia do folclore é pra estudante (?).
Já no outro extremo estão os que sobrevivem das manifestações culturais e os que lutam para mantê-la viva. Estes na maioria dos casos lamentam que no dia destinado a comemoração só reste lamento por conta do desdém do poder público ou pela sociedade que pouco lembra que existem grupos folclóricos.
É vergonhoso saber da persistência e dedicação de muitos... poucos em prol da cultura popular.
O Brasil pulsa cultura, é o país que mais possui misturas de todos os tipos, porém essa grandiosidade contrasta com a desvalorização da maioria. Já cheguei ao ponto de ouvir uma pessoa dizer que os grupos folclóricos eram bonitinhos, mas ultrapassados, deviam ser esquecidos.
Aqui em Alagoas não faltam grupos tradicionais e estilizados, muitos são pedaços importantes da construção identitária, mas que acabam esquecidos.
Pela cidade nada lembra a data a não ser um ponto aqui outro ali montado pela prefeitura para alguns grupos se apresentarem. É a predominância do pensamento de que aquilo que não dá lucro não merece atenção.
Enfim, para aqueles que vivem dela (cultura), apoiam, pesquisam ou tem qualquer envolvimento dói saber que algo importante passa despercebido entre as pessoas.
*imagem do Google Images
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O que uma boa propaganda não faz: o novo (?) Capitão América
Um cara franzino que todo mundo tirava onda, que as mulheres não davam bola, mas que tinha o sonho de servir ao exército americano. Pela insistência conseguiu realizar seu sonho de ser militar e após uma 'ajudinha' consegue virar um homem que toda mulher deseja, que todo homem inveja e de quebra salva o mundo do mal.
Uma história louca, mas em suma é mais ou menos esse o enredo da versão em película do HQ Capitão América, um dos símbolos americanos modernos.
Sei que estou um pouco atrasada para comentar o filme que aqui em Maceió já está em cartaz a uma semana, mas só agora tive tempo de matar a curiosidade: se iria me decepcionar com mais uma produção divergente dos quadrinhos ou algo que me agradasse. Fiquei em cima do muro.
Pois bem, o símbolo do homem imbatível a tudo e a todos mais uma vez mostrou o poderio das produções americanas e tal. Mas o que me chamou a atenção foi a forma implicitamente usada para mostrar como se forma um ídolo. Merchandising em cima de um cara visto como um fracasso, mas depois de uma reformulação vira imbatível, mostrando ser possível seu sonho virar realidade, usando os famosos bordões 'Yes you can', e do célebre "I want you" do outro mito Tio Sam. A fórmula mágica bem conhecida por lá de exaltar sempre o cara forte em prol do país.
O filme em si segue a regra das grandes produções, muitos efeitos, um romance no meio e os americanos vencendo o que parece impossível.
Mas tudo isso começa é claro, com uma boa campanha de marketing. O segredo do imbatível é vender bem a ideia e instigar que você também pode ser assim se quiser.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
O neuromarketing e os Pôneis malditos
Sabe aquela propaganda ou vídeo da internet que passa uma, duas e na terceira vez você já sabe cantar a musiquinha e durante o dia se pega cantarolando?
Isso aconteceu com boa parte dos internautas que perambulam pelos nichos sociais essa semana com a peça da Nissan e seus Pôneis malditos lálaláláááááá..Bom, você pode pensar que é mais uma agência apelando, mas tudo isso vem de muita pesquisa e de estudos psicológicos através do Neuromarketing, que estuda quais sentimentos uma campanha publicitária pode causar nos consumidores. Os tais virais chicletes muitas vezes são fruto do neuromarketing, que para chegar aos resultados estuda as zonas cerebrais mais afetadas quando a pessoa é exposta ao conteúdo. Os aparelhos de ressonância magnética fazem esse trabalho, conseguindo traçar as atividades cerebrais, a formação de sinapses e reações.
Daí o videozinho dos cavalinhos rosa na verdade afetam positiva ou negativamente alguma área de seu cérebro. Apostando nisso, cada vez mais as agências se baseiam em estudos sérios para fazer seus virais e se valer do poder das redes sociais e outras mídias, pegando de cheio você.
Bom, sem querer deixar ninguém pensativo que é manipulado por um cavalinho rosa, mas o que chama a atenção é a briga para conquistar o gosto comum. Ninguém brinca mais não.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
A Dona que só deu filho bom
Sabe quando você por acaso 'tropeça' em uma música linda, que faz sua cabeça? Pois bem, esse é o caso quando ouvi Dona Zica e todos os ótimos resultados que tiveram origem nela.
Para falar a verdade, ainda não sei se banda continua na ativa, mas deu ótimos frutos: Anelis Assumpção, filha do esplêndido Itamar Assumpção;
Andreia Dias, que tem uma sonoridade incrível, uma voz linda que dá um sentido ímpar nas composições;
Tulipa Ruiz, que fez parte por pouco tempo do grupo, mas em seu primeiro disco solo que classifico como perfeito mostra para que veio;
Gustavo Ruiz, irmão de Tulipa, violonista da melhor espécie, que já trabalhou com Itamar Assumpção e uma porrada de compositores.
Bom, por aí você já percebe o naipe e a qualidade da banda.
Eu ainda em estado de 'degustação' e só ouvi um dos cds, o Composição, gravado em 2004, mas já tive ótimas e singulares impressões.
Como aconteceu quando ouvi Anelis, Tulipa e Andreia sozinhas, a banda-mãe dessa galera é de uma qualidade sem igual. As letras, a exemplo de Jabá, tem aquela sacada, uma ironiazinha sutil, mas que faz todo o sentido.
Como já tinha adiantado em meus perfis nas redes sociais, recomendo os discos não só de Dona Zica, mas também de seus frutos.
Este é Composição, o primeiro contato.
Quem se interessar em baixar o outro disco e dos outros artistas que citei, 4shared, Rapidshared, euovo, blogspot.com e umquetenha.org são os locais!
Boas experiências galera!
domingo, 22 de maio de 2011
Ciclos: Fim e Recomeço
Ciclo, uma série de fenômenos sucessivos; parte de um fenômeno periódico que se efetua durante certo espaço de tempo; bom seja qual for a definição, estou encerrando mais um em minha vida.
Em algumas semanas me despeço da graduação, dos longos quatro anos que passei na Fits cursando jornalismo.
Anos legais, produtivos, onde fiz amigos maravilhosos que vou levar para a vida (poucos, mas fiz!). Aprendi muito se for analisar o todo. Ganho o título de jornalista, que a algum tempo exerço, antes com mais amor e dedicação do que nos últimos tempos, mas aprendi com as adversidades e acho que consegui tirar algum proveito disso.
Hoje revirando alguns arquivos do meu computador encontrei umas fotos que devem ter sido tiradas logo no início do curso. Caramba! Só assim para vermos o quanto a gente muda, fisicamente e principalmente no campo das ideias. O que eu pensava a quatro anos atrás pouca coisa ainda continua como meta. Só nostalgia...
A dúvida, falta de convencimento; suspeita; receio......Isso pode resumir bem o sentimento que eu sinto quando começo a pensar nesse futuro tão próximo me questionando: "Sim, e agora o que eu faço com isso"??
A única certeza é de que em breve mais um fenômeno periódico deve se iniciar. Ah, e eu espero por ele!!! E o que vai acontecer?? Só Deus sabe!!!!
quinta-feira, 31 de março de 2011
Lixo e falta de saneamento: os vilões do abastecimento em Maceió
Por Vanessa Siqueira Estudante de Jornalismo - Com supervisão de prof. Esp. Marcus Toledo
Maceió está ameaçada de conviver nos próximos anos com sérios problemas de abastecimento e distribuição de água. O alerta é de Eduardo Lucena, professor doutor em engenharia hidráulica e saneamento da Universidade Federal de Alagoas. Segundo ele, o abastecimento na capital poderá ser agravado pela falta de uma estação de tratamento de água e esgoto, em conjunto com o lixo.
O engenheiro explica que, sem uma estação de tratamento de águas residuais que colete a água do esgoto e realize o tratamento para poder devolver ao rio ou mar, corre-se o risco de poluir suas fontes, e consequentemente, a população que a consome.
A questão levantada pelo Atlas do Abastecimento da Agência Nacional de Águas, divulgado no último dia 22, que prevê déficit no abastecimento de água em pelo menos 55% das cidades brasileiras, é analisada por Eduardo Lucena como um efeito dominó em Maceió.
Ele aponta que o problema no abastecimento está relacionado à falta de estrutura de saneamento e tratamento de água, atrelada ao lixo e à falta de conscientização da população. Segundo o engenheiro, a tendência do abastecimento de água em Maceió é piorar, caso o governo não implante projetos de saneamento.
“Não podemos ter uma capital com potencial turístico como Maceió sem uma estação de tratamento de esgoto. A população cresce, o governo quer desenvolver a cidade e tudo isso depende de uma boa distribuição e qualidade de água. A poluição dos mananciais acaba contribuindo para a contaminação da população, criando mais um problema ao governo”, analisa.
Mas a preocupação do professor Eduardo Lucena não é compartilhada com a direção da Casal. O presidente da companhia, Álvaro Menezes, não acredita que os bairros da capital sejam prejudicados com a falta de abastecimento de água no futuro. “A Casal está trabalhando para que todos os bairros de Maceió sejam bem abastecidos, contando para isso com a gestão da oferta de água por meio dos projetos do rio Meirim e dos afluentes do rio dos Remédios, e também com a gestão da demanda, atuando fortemente para a redução de perdas”, aponta Álvaro.
Eduardo Lucena defende que um dos grandes desafios dos gestores municipais será levar saneamento a todas as partes da cidade. A casa de Maria Gedalva de Oliveira, moradora do bairro da Levada, em Maceió, até é abastecida, mas ela reclama da qualidade da água. Por isso, a dona-de-casa é obrigada a comprar mensalmente oito galões de água mineral - 160 litros - para consumo e uso na cozinha. “Moro aqui no bairro há 20 anos e há mais de oito venho nessa luta, comprando água para beber porque a água que chega à torneira é ruim. Além de pagar a conta da Casal, ainda desembolso cerca de R$ 30 com água mineral. A qualidade não melhora e a água no mundo está sendo poluída e acabando”, desabafa.
Já na parte alta da cidade, muitos bairros ainda possuem ruas sem o mínimo de saneamento, nem abastecimento por parte da Casal. Os moradores amenizam a situação com a construção de fossas sépticas individuais, que apresentam pouca eficácia e contribuem para a contaminação dos lençóis freáticos.
Moradora de um dos conjuntos do Tabuleiro do Martins – e sem abastecimento de água da Casal – , Maria Sandra de Lima construiu um poço artesiano no quintal de sua residência. O poço tem 25 metros de profundidade, e foi construído há cerca de 20 anos, logo no início da formação do conjunto.
O grande problema, segundo avaliação do engenheiro, é o número de fossas das outras residências próximas ao reservatório, que pode comprometer a qualidade da água, provocando em alguns moradores doenças relacionadas à contaminação da água. “Na parte alta da capital, além de não ter saneamento, os poços ficam muito próximos às fossas que recebem o esgoto das casas. Isso acaba contaminando a água com microorganismos, podendo gerar várias doenças nas pessoas que consomem a água”, analisa Eduardo.
Maria Sandra diz que a água já passou por análise há alguns anos, e foi constatado que o nível de impurezas estava dentro do normal. “Antes eu fornecia água para os vizinhos, mas agora fizeram um poço que abastece o bairro. Infelizmente sei que a água fica comprometida com esse monte de fossas próximas. Quando chove tem muita gente que fica doente, porque as ruas são de areia e o lixo e os esgotos entram em contato com os poços. Mas nós vamos fazer o que? Temos que correr riscos”, denuncia.
A Casal afirma que todos os mananciais utilizados pela companhia estão em boas condições, além de acreditar que a ampliação e construção de um novo manancial vá atender a demanda da cidade.
Lixo e falta de conscientização
Sem um plano de coleta de lixo seletivo e contando com apenas um aterro sanitário, Maceió ainda tem a difícil missão de coletar as 1.400 toneladas de lixo, entre doméstico, esgoto e de construção, produzidas diariamente. Cada habitante produz em média 800 gramas de lixo por dia. Boa parte desses resíduos, como aponta Eduardo Lucena, não é tratado e acaba entrando e contato com os sistemas de abastecimento de água.
“Parte desse lixo que entra em contato com as redes de abastecimento é resultado da falta de consciência da população, que joga lixo em córregos, canais, rios, que inevitavelmente vão entrar em contato com as redes que abastecem a população. A população deve ficar atenta aos cuidados que se deve ter com a água, que anda tão escassa”, disse.
Para evitar transtornos o engenheiro avalia que, a curto prazo, o governo municipal terá que realizar obras voltadas para o saneamento, além de realizar a conscientização da população sobre os riscos da poluição da água.
“Maceió está crescendo e a população acompanha esse crescimento. Se não começar a se pensar em políticas públicas de saneamento e tratamento de lixo e resíduos, a previsão para Maceió não é nada animadora. A população tem uma enorme parcela de culpa sobre os transtornos com água da atualidade e deve ter consciência que o papelzinho que se joga na rua, o lixo jogado num riacho, vai acabar interferindo no meio ambiente, futuramente trazendo sérias conseqüências ao homem”, alerta.
Maceió está ameaçada de conviver nos próximos anos com sérios problemas de abastecimento e distribuição de água. O alerta é de Eduardo Lucena, professor doutor em engenharia hidráulica e saneamento da Universidade Federal de Alagoas. Segundo ele, o abastecimento na capital poderá ser agravado pela falta de uma estação de tratamento de água e esgoto, em conjunto com o lixo.
O engenheiro explica que, sem uma estação de tratamento de águas residuais que colete a água do esgoto e realize o tratamento para poder devolver ao rio ou mar, corre-se o risco de poluir suas fontes, e consequentemente, a população que a consome.
A questão levantada pelo Atlas do Abastecimento da Agência Nacional de Águas, divulgado no último dia 22, que prevê déficit no abastecimento de água em pelo menos 55% das cidades brasileiras, é analisada por Eduardo Lucena como um efeito dominó em Maceió.
Ele aponta que o problema no abastecimento está relacionado à falta de estrutura de saneamento e tratamento de água, atrelada ao lixo e à falta de conscientização da população. Segundo o engenheiro, a tendência do abastecimento de água em Maceió é piorar, caso o governo não implante projetos de saneamento.
“Não podemos ter uma capital com potencial turístico como Maceió sem uma estação de tratamento de esgoto. A população cresce, o governo quer desenvolver a cidade e tudo isso depende de uma boa distribuição e qualidade de água. A poluição dos mananciais acaba contribuindo para a contaminação da população, criando mais um problema ao governo”, analisa.
Mas a preocupação do professor Eduardo Lucena não é compartilhada com a direção da Casal. O presidente da companhia, Álvaro Menezes, não acredita que os bairros da capital sejam prejudicados com a falta de abastecimento de água no futuro. “A Casal está trabalhando para que todos os bairros de Maceió sejam bem abastecidos, contando para isso com a gestão da oferta de água por meio dos projetos do rio Meirim e dos afluentes do rio dos Remédios, e também com a gestão da demanda, atuando fortemente para a redução de perdas”, aponta Álvaro.
Eduardo Lucena defende que um dos grandes desafios dos gestores municipais será levar saneamento a todas as partes da cidade. A casa de Maria Gedalva de Oliveira, moradora do bairro da Levada, em Maceió, até é abastecida, mas ela reclama da qualidade da água. Por isso, a dona-de-casa é obrigada a comprar mensalmente oito galões de água mineral - 160 litros - para consumo e uso na cozinha. “Moro aqui no bairro há 20 anos e há mais de oito venho nessa luta, comprando água para beber porque a água que chega à torneira é ruim. Além de pagar a conta da Casal, ainda desembolso cerca de R$ 30 com água mineral. A qualidade não melhora e a água no mundo está sendo poluída e acabando”, desabafa.
Já na parte alta da cidade, muitos bairros ainda possuem ruas sem o mínimo de saneamento, nem abastecimento por parte da Casal. Os moradores amenizam a situação com a construção de fossas sépticas individuais, que apresentam pouca eficácia e contribuem para a contaminação dos lençóis freáticos.
Moradora de um dos conjuntos do Tabuleiro do Martins – e sem abastecimento de água da Casal – , Maria Sandra de Lima construiu um poço artesiano no quintal de sua residência. O poço tem 25 metros de profundidade, e foi construído há cerca de 20 anos, logo no início da formação do conjunto.
O grande problema, segundo avaliação do engenheiro, é o número de fossas das outras residências próximas ao reservatório, que pode comprometer a qualidade da água, provocando em alguns moradores doenças relacionadas à contaminação da água. “Na parte alta da capital, além de não ter saneamento, os poços ficam muito próximos às fossas que recebem o esgoto das casas. Isso acaba contaminando a água com microorganismos, podendo gerar várias doenças nas pessoas que consomem a água”, analisa Eduardo.
Maria Sandra diz que a água já passou por análise há alguns anos, e foi constatado que o nível de impurezas estava dentro do normal. “Antes eu fornecia água para os vizinhos, mas agora fizeram um poço que abastece o bairro. Infelizmente sei que a água fica comprometida com esse monte de fossas próximas. Quando chove tem muita gente que fica doente, porque as ruas são de areia e o lixo e os esgotos entram em contato com os poços. Mas nós vamos fazer o que? Temos que correr riscos”, denuncia.
A Casal afirma que todos os mananciais utilizados pela companhia estão em boas condições, além de acreditar que a ampliação e construção de um novo manancial vá atender a demanda da cidade.
Lixo e falta de conscientização
Sem um plano de coleta de lixo seletivo e contando com apenas um aterro sanitário, Maceió ainda tem a difícil missão de coletar as 1.400 toneladas de lixo, entre doméstico, esgoto e de construção, produzidas diariamente. Cada habitante produz em média 800 gramas de lixo por dia. Boa parte desses resíduos, como aponta Eduardo Lucena, não é tratado e acaba entrando e contato com os sistemas de abastecimento de água.
“Parte desse lixo que entra em contato com as redes de abastecimento é resultado da falta de consciência da população, que joga lixo em córregos, canais, rios, que inevitavelmente vão entrar em contato com as redes que abastecem a população. A população deve ficar atenta aos cuidados que se deve ter com a água, que anda tão escassa”, disse.
Para evitar transtornos o engenheiro avalia que, a curto prazo, o governo municipal terá que realizar obras voltadas para o saneamento, além de realizar a conscientização da população sobre os riscos da poluição da água.
“Maceió está crescendo e a população acompanha esse crescimento. Se não começar a se pensar em políticas públicas de saneamento e tratamento de lixo e resíduos, a previsão para Maceió não é nada animadora. A população tem uma enorme parcela de culpa sobre os transtornos com água da atualidade e deve ter consciência que o papelzinho que se joga na rua, o lixo jogado num riacho, vai acabar interferindo no meio ambiente, futuramente trazendo sérias conseqüências ao homem”, alerta.
sábado, 19 de março de 2011
I'm American, believe!
Este final de semana a política mundial contempla um encontro um tanto quanto inusitado entre o primeiro presidente negro dos Estados Unidos e a primeira presidente mulher do Brasil.
A vinda de Obama às terras tupiniquins gerou um grande rebuliço em todos os cantos, até na nossa querida província Alagoas, que esperava um 'Yes' confirmando a visita de Obama à Serra da Barriga, local que por um século foi o maior foco de resistência negra do Brasil colonial.
Entretanto o discurso direto, frio e objetivo, típico de um chefe de estado americano, frustrou a expectativa de boa parte dos brasileiros que acompanhavam os detalhes pela tv.
Não sei, mas tive a impressão que esperavam um Obama 'Friendly', que quebrasse protocolos e caísse na roda de samba, falasse que gostava de futebol, samba e Rio de Janeiro. Certo que ele acabou se rendendo aos encantos do povo brasileiro, mas uma coisa bem contida, longe das cenas de Bill Clinton e do príncipe Charles.
E acabaram vendo um presidente sorridente mas contido, que mostrou para que veio, os interesses no Brasil e indiretamente deixou escapar um "Hi, I'm Barack Obama and I'm American".
A vinda de Obama às terras tupiniquins gerou um grande rebuliço em todos os cantos, até na nossa querida província Alagoas, que esperava um 'Yes' confirmando a visita de Obama à Serra da Barriga, local que por um século foi o maior foco de resistência negra do Brasil colonial.
Entretanto o discurso direto, frio e objetivo, típico de um chefe de estado americano, frustrou a expectativa de boa parte dos brasileiros que acompanhavam os detalhes pela tv.
Não sei, mas tive a impressão que esperavam um Obama 'Friendly', que quebrasse protocolos e caísse na roda de samba, falasse que gostava de futebol, samba e Rio de Janeiro. Certo que ele acabou se rendendo aos encantos do povo brasileiro, mas uma coisa bem contida, longe das cenas de Bill Clinton e do príncipe Charles.
E acabaram vendo um presidente sorridente mas contido, que mostrou para que veio, os interesses no Brasil e indiretamente deixou escapar um "Hi, I'm Barack Obama and I'm American".
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