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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O que uma boa propaganda não faz: o novo (?) Capitão América
Um cara franzino que todo mundo tirava onda, que as mulheres não davam bola, mas que tinha o sonho de servir ao exército americano. Pela insistência conseguiu realizar seu sonho de ser militar e após uma 'ajudinha' consegue virar um homem que toda mulher deseja, que todo homem inveja e de quebra salva o mundo do mal.
Uma história louca, mas em suma é mais ou menos esse o enredo da versão em película do HQ Capitão América, um dos símbolos americanos modernos.
Sei que estou um pouco atrasada para comentar o filme que aqui em Maceió já está em cartaz a uma semana, mas só agora tive tempo de matar a curiosidade: se iria me decepcionar com mais uma produção divergente dos quadrinhos ou algo que me agradasse. Fiquei em cima do muro.
Pois bem, o símbolo do homem imbatível a tudo e a todos mais uma vez mostrou o poderio das produções americanas e tal. Mas o que me chamou a atenção foi a forma implicitamente usada para mostrar como se forma um ídolo. Merchandising em cima de um cara visto como um fracasso, mas depois de uma reformulação vira imbatível, mostrando ser possível seu sonho virar realidade, usando os famosos bordões 'Yes you can', e do célebre "I want you" do outro mito Tio Sam. A fórmula mágica bem conhecida por lá de exaltar sempre o cara forte em prol do país.
O filme em si segue a regra das grandes produções, muitos efeitos, um romance no meio e os americanos vencendo o que parece impossível.
Mas tudo isso começa é claro, com uma boa campanha de marketing. O segredo do imbatível é vender bem a ideia e instigar que você também pode ser assim se quiser.
sábado, 16 de outubro de 2010
Tropa de Elite 2: Ficção ou retrato da realidade?
Bom, pra iniciar os trabalhos, vou postar sobre o longa Tropa de Elite 2, que em menos de duas semanas em cartaz, já ultrapassou 3 milhões de exibições.
Durante o feriado, dia 12, fui ao cinema movida pela curiosidade que cercava o filme. Depois de ter sido alvo da pirataria na primeira edição, o segundo longa foi literalmente blindado, para que seu conteúdo não vazasse antes da estreia.
Com um elenco de peso e atacando a cúpula da segurança pública sem medo, saí do cinema pensativa com tudo que vi.
Durante todo o filme, fiquei num estado entre a concentração de espectador e a reflexão de quem acaba convivendo dentro de um meio onde circulam pessoas dos mais diferentes níveis de hierarquia.
A realidade das cenas e da história me fez identificar vários personagens que cercam meu pequeno mundo.
Padilha foi corajoso em expor no filme um Brasil atual. A violência que cerca a sociedade atual acaba deixando todos embrutecidos e crentes que apenas a violência pode combatê-la. Em muitos momentos várias pessoas vibravam com as palavras, do agora Coronel Nascimento, de repúdio às ações das milícias.
A direção de Tropa de Elite conseguiu usar as cenas de violência apenas onde elas seriam necessárias. Desta vez, vários conflitos foram abordados no mesmo enredo, deixando a trama mais equilibrada.
Destaco também a escolha do período de lançamento do filme nos cinemas. Tropa de Elite 2 traz uma crítica muito forte ao sistema governamental, e coincidentemente, o filme mostra políticos em ano eleitoral envolvidos na máfia, e, estamos vivenciando este período, que em especial está embolado por conta dos escândalos.
Não vou negar que refleti também sobre isso.
Recomendo a vocês, leitores, vejam o filme e concluam se ele é apenas ficção ou um retrato da realidade.
Durante o feriado, dia 12, fui ao cinema movida pela curiosidade que cercava o filme. Depois de ter sido alvo da pirataria na primeira edição, o segundo longa foi literalmente blindado, para que seu conteúdo não vazasse antes da estreia.
Com um elenco de peso e atacando a cúpula da segurança pública sem medo, saí do cinema pensativa com tudo que vi.
Durante todo o filme, fiquei num estado entre a concentração de espectador e a reflexão de quem acaba convivendo dentro de um meio onde circulam pessoas dos mais diferentes níveis de hierarquia.
A realidade das cenas e da história me fez identificar vários personagens que cercam meu pequeno mundo.
Padilha foi corajoso em expor no filme um Brasil atual. A violência que cerca a sociedade atual acaba deixando todos embrutecidos e crentes que apenas a violência pode combatê-la. Em muitos momentos várias pessoas vibravam com as palavras, do agora Coronel Nascimento, de repúdio às ações das milícias.
A direção de Tropa de Elite conseguiu usar as cenas de violência apenas onde elas seriam necessárias. Desta vez, vários conflitos foram abordados no mesmo enredo, deixando a trama mais equilibrada.
Destaco também a escolha do período de lançamento do filme nos cinemas. Tropa de Elite 2 traz uma crítica muito forte ao sistema governamental, e coincidentemente, o filme mostra políticos em ano eleitoral envolvidos na máfia, e, estamos vivenciando este período, que em especial está embolado por conta dos escândalos.
Não vou negar que refleti também sobre isso.
Recomendo a vocês, leitores, vejam o filme e concluam se ele é apenas ficção ou um retrato da realidade.
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